[…]A gente se vê em breve.
Querido John.
“Não espere eu parar de sentir a sua falta, para você poder vir atrás. Porque se eu parar de sentir, talvez eu não sinta mais nada.
“Não se afaste. Não me prive de você, da sua presença. Fique, mesmo não tendo nada pra me dizer. Prometo escutar o teu silêncio e fazer o possível pra entender o motivo do teu choro. Te abraçarei e ali permanecerei. Até que eu veja em seu rosto um sorriso.
“— Você o ama?
— Amei por muito tempo.
— O verbo “amar” no passado não existe. Ou se ama pra sempre ou nunca se amou verdadeiramente.
Ela sorri.
— Não, o amor é forte e pode ser duradouro. Mas ele também se cansa quando não é correspondido, quando é maltratado e quando ninguém se importa. O verbo amar no passado existe sim, amar sozinho que não. Porque o amor também é troca: um faz o outro feliz, simples.
“A gente não cansa de amar, a gente cansa de não ser amado.
“Mas não te procuro mais, nem corro atrás. Deixo-te livre para sentir minha falta, se é que faço falta… Tens meu número, na verdade, meu coração, então se sentir vontade de falar comigo ou me ver, me procura você.